Renovamento Carismático Católico

O Movimento do Renovamento Carismático apareceu na Igreja Católica aquando do «aggiornamento» querido e promovido pelo Concílio Vaticano II, realizado na segunda metade do século XX, e em íntima e profunda ligação à experiência do Pentecostes, à vinda do Espírito Santo.

As suas origens remontam a 1967, quando na Universidade de Duquesne, em Pittsburg, na Pensilvânia, Estados Unidos da América, um grupo de professores e estudantes fizeram a experiência de um renovamento espiritual espantoso. Nessa experiência ocorreram manifestações dos «carismas» que S. Paulo descreve na sua primeira Epístola aos Coríntios. Este acontecimento marcou o início do que viria a ser o Renovamento Carismático Católico. Dos Estados Unidos passou à Europa com o apoio do Cardeal Suenens da Bélgica, nomeado pelo Papa Paulo VI como conselheiro Episcopal para o Renovamento no âmbito internacional.

Presentemente, o Movimento encontra-se difundido por muitas regiões do mundo e nele estão comprometidos leigos, religiosos, padres e bispos. Em Portugal encontra-se presente desde 1974. Na Diocese de Santarém a primeira experiência ocorre em 1975, depois em 1976 e desde 1981 tem realizado uma caminhada regular.

O Renovamento Carismático acentua a importância dos carismas (dons do Espírito Santo) concedidos aos fiéis em ordem à renovação da vida cristã pessoal e eclesial. Reconhece estes carismas nos cristãos comuns e procura que estes dons sejam integrados na vida das comunidades.

Começou por promover grupos de oração de louvor, espontânea, calorosa, praticada por todos. Tem evoluído numa formação cristã mais sólida e mais integrada na vida da Igreja. Foi muito apoiado pelo Papa Paulo VI e continua sendo apoiado pelo Papa João Paulo II.

Segundo os estatutos, aprovados pela Santa Sé em 1993, o grande objectivo do Renovamento Carismático é a «vida nova no Espírito Santo» que se concretiza em cinco linhas orientadoras: promover uma conversão pessoal, amadurecida e contínua, a Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador objectivo central); propiciar uma abertura decisiva à Pessoa do Espírito Santo, à Sua presença e ao Seu poder – frequentemente estas duas graças espirituais são experimentadas, simultaneamente, no que se chama «o baptismo no Espírito Santo» ou «renovação do Espírito Santo», momento que é preparado por uma espécie de catecumenato de sete semanas em que se faz uma iniciação sistemática à vida do Espírito; fomentar a recepção e o uso dos dons espirituais (carismas) não somente no Renovamento Carismático mas também na Igreja inteira; animar a obra de evangelização no poder do Espírito Santo, incluindo a evangelização daqueles que não pertencem à Igreja, a reevangelização dos cristãos apenas de nome e a evangelização da cultura e das estruturas sociais; impulsionar o crescimento progressivo na santidade através da correcta integração dos dons carismáticos na vida plena da Igreja.